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ACCCOM realiza vacinação contra gripe  gratuita neste sábado, 1º de dezembro

 

 

 

 

 

A Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas distribuirá gratuitamente para a população 800 vacinas contra gripe neste sábado, das 9 até as 15 horas, no Centro Oncológico, Rua Topázio, 460, Niteroi, em Divinópolis, MG. As vacinas são do tipo quadrivalente*. O atendimento será através do sistema de senhas. Mais informações, 37.3512.1500, 37.3512.2112/2115/2116.

*A Vacina quadrivalente é composta por 4 vírus Influenzas diferentes: AH1N1, AH3N2, B/Brisbane mais o vírus B/Phuket.

Informações do Ministério da Saúde

Devo tomar vacina todos os anos?

Para estar protegido sempre, é preciso se imunizar anualmente. Dois motivos explicam isso: a duração da imunização da vacina – de 10 a 12 meses – e as mutações do vírus influenza.

“A vacina é feita com os vírus que mais circularam no ano anterior. Quem avalia quais vírus são esses é a Organização Mundial da Saúde, que repassa essa informação aos laboratórios produtores da vacina. Por isso, a composição muda de um ano para outro, sendo necessário se vacinar todo ano”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

 

Todos podem se vacinar?

Quase toda a população pode tomar a vacina.

“Ela só não é recomendada para crianças com menos de seis meses de idade, pessoas com alergia grave a ovo e pessoas com história de reação grave anterior à vacina”, alerta o médico e professor da Faculdade de Medicina da USP João Renato Rebello Pinho.

A vacina não é recomendada em alérgicos a ovo porque a sua produção é realizada em ovos embrionados de galinha e a dose pode conter resquícios das substâncias alergênicas.

“Há muita polêmica no meio científico se esses traços (de ovos) são ou não capazes de causar alergia, mas o procedimento correto é conversar com o médico, pois alergias devem ser analisadas caso a caso”, indica a pesquisadora do Instituto Butantan Soraia Attie Calil Jorge.

Além de alérgicos a ovos, também há um alerta vermelho a pessoas imunossuprimidas, ou seja, aquelas que têm o sistema imunológico com baixa atividade.

“Pacientes que tomam imunossupressores ou que tenham alguma doença que ocasione a imunossupressão, como a aids, também devem consultar um médico para orientar se devem ou não tomar a vacina contra a gripe”, completa Jorge.

 

Há efeitos colaterais à vacina?

A pesquisadora do Instituto Butantan explica que é possível observar dor no local da aplicação da injeção e uma leve irritação cutânea.

“Em casos mais raros, febre baixa já foi relatada. Mas em qualquer um desses casos, não é preciso se preocupar. A pessoa deve apenas estar atenta para não confundir os sintomas com alguma outra doença já pré-existente no organismo”, orienta Jorge.

 

‘Fiquei gripado por causa da vacina’: mito ou verdade?

Domingues explica que diversos mitos circulam no Brasil durante a campanha de vacinação. O principal deles a ser rebatido, para a coordenadora, é o de que se contrai gripe depois de se vacinar.

“A vacina é feita com vírus inativado, ou seja, vírus morto. Por isso, não é possível adquirir gripe a partir da vacinação. Isso é boato”, afirma.

Mas há explicações para esse mito existir: segundo Pinho, a vacina contra a gripe não protege de um simples resfriado.

“Existem, pelo menos, 20 agentes diferentes que podem causar resfriados, cuja sintomatologia é muito parecida com um quadro de gripe. Alguém pode tomar a vacina e, coincidentemente, ter um quadro muito semelhante à gripe, mas o que ela está, na realidade, é apenas resfriada”, esclarece Pinho.

Outra explicação para que pessoas fiquem com sintomas da gripe mesmo depois de vacinadas está na própria composição da vacina, que muda ano a ano.

“A vacina é produzida a partir dos vírus que estão mais propensos a aparecer durante o período de vacinação. Logo, uma pessoa pode se infectar com algum vírus Influenza que não está contido na vacina daquele ano. Aí sim, ficará gripado mesmo estando vacinado”, explica Jorge.

 

Gripes podem ficar mais fortes em anos diferentes?

Segundo Jorge, sim.

“Como o vírus da gripe sofre modificações ano a ano, apesar de ser sempre o vírus Influenza a causar a gripe, nem sempre é o mesmo tipo de vírus. Eles podem sofrer alterações que tornem os sintomas de uma pessoa infectada mais fortes nas diferentes estações”, explica a pesquisadora.

 

Não pertenço aos grupos de risco. Por que me vacinar?

“É importante que todos os brasileiros – salvo as exceções – tomem a vacina, pois o vírus se dissipa pelo ar, o que o torna altamente contagioso. Assim, se todos se previnem, teremos menos vírus circulante, pois eles terão menos hospedeiros para se dissipar”, explica Jorge.

“Não há no SUS doses para toda a população do Brasil”, explica Domingues. “Mas há vacina suficiente para atender a todos os grupos recomendados pelo Ministério da Saúde”, diz a coordenadora.

 

O vírus H1N1 em 2018

O vírus da família Influenza que mais circula em um ano pode ser diferente do vírus de maior circulação no ano anterior.

“Isso acontece porque o vírus Influenza não possui um único tipo. Além disso, ele sofre mutações e o que temos, na verdade, é uma população de vírus Influenza circulando todos os anos”, explica Jorge.

Em 2017, o vírus com maior circulação foi o H3N2. Já em 2018, o H1N1 é o principal responsável pela contaminação de gripe: 66% dos casos neste ano foram em decorrência dele.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os tipos do vírus Influenza são preocupantes e igualmente letais.

Domingues garante que, apesar das 608 mortes já confirmadas, não está ocorrendo um surto de H1N1 neste ano, mas é necessário que a população se vacine para evitar que isso aconteça.

“O vírus está entre nós e pode infectar qualquer um que não estiver imunizado, em especial as crianças abaixo dos 5 anos, gestantes e idosos”, afirma.

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